Teoria da carência adquirida

29 29UTC setembro 29UTC 2006

Vai ser pessoal, vai ser em terceira pessoa (estou te julgando!) mas vai ter gente que vai se identificar.

Você não sabe ficar sozinho. É um defeito da raça humana. Sozinho você se sente fraco, incapaz. Não que “use” as pessoas para vencer seus desafios; mas ter alguém que lhe diga que gosta de você lhe dá bastante força.

Acho que é porque você não gosto muito de você mesmo. Então, procura quem goste. Mas essa não é a melhor política de vida que uma pessoa pode ter.

Ao mesmo tempo que você fica muito feliz e tudo vai bem enquanto está com quem gosta, seu mundo acaba quando leva um fora, nada mais faz sentido, tudo pára, trava. E isso pode lhe prejudicar muito.

Mas isso não é só com você. É fantástico como a gente acaba achando pessoas que sentem o mesmo que a gente. Saiba que o mundo todo é carente. MUITO carente. Por isso as pessoas ficam, sem compromisso. Porque não amam, mas são carentes. Como eu.

Até ficar em festas e baladas, quando você nunca mais vai ver a pessoa de novo, tudo bem. Mais difícil é ficar com amigos, mas dá pra levar. Só que quando você fica com seu amigo e colega de sala, meu… Daí é foda. Porque quando você fica com uma pessoa e não vê mais, beleza, passa e esquece. Mas quando você fica com uma pessoa que estava afim há meses e ele tá lá, no outro dia, rindo, brincando, te abraçando… é mais difícil desencanar…

Pior quando você fica com ele num final de semana… beija no outro… passam dois finais de semana (um que você implora pra não ficar com ele e outro que você está com o ciso operado) e vocês vão viajar… passam quatro dias juntos… dormem juntos… Como negar?! Como evitar gostar… dele….

Por mais que você saiba que ele não gosta de você… por mais que você saiba que não tenha a menor chance… A MENOR CHANCE…. Não tem jeito… de repente ele tá lá, na sua cabeça, falando oi, sorrindo, te atormentando o tempo todo… E você tem vontade de abraçar ele toda hora, toda hora! E só ele… não existem outras possibilidades…

Isso eu chamo de estar apaixonada. Isso de pensar o tempo todo numa pessoa só. Isso de querer estar com ela, querer o bem dela, querer cuidar dela e abraçar forte quando ela ou você está triste.

Só que depois de um tempo grande de namoro e depois de quatro dias juntos na praia você esquece totalmente que existe algo que chamam de “amor não correspondido”, mas que na verdade não é amor. “Quando o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”, bem dizia Renato Russo. Não é amor porque a carência e a solidão fazem você querer a pessoa. E não amá-lá. Pegou, pegou?

E voltamos àquele parágrafo do “e aí seu mundo acaba porque ele não gosta de você”. Ao notar que ele não gosta de você, você percebe também quão porre é seu emprego e nota que tudo na faculdade está atrasado. Você está sem dinheiro há meses e não tem um pingo de moral em casa. Tudo fica cinza e terrível, cruel. E então vem a pior parte: você precisa esquecer esse menino.

Toda vez que você pensa nele (ou seja, o tempo todo), você lembra que tem que esquecer e fica se forçando a esquecer. Mas sempre que você tenta esquecer, lembra mais, porque não dá pra esquecer algo que não se lembra. E você se sente culpada por não esquecer. E ele sorri docemente na sua cabeça para você. E faz coisas na vida real que só pioram tudo. Coisas do tipo “Você não me abraçou hoje, senti falta…” ou ficar elogiando seu cabelo. E todas essas coisas abrem um graaande buraco negro, escuro e frio que você cai sem parar até parar de ver a luz.

Daí as coisas podem tomar diversos rumos. Por exemplo, você não agüenta e manda um SMS “Desculpa não ter te abraçado, mas é que tá foda. Quando melhorar, eu volto”. E isso acabar em uma janela de msn, mais de meia noite e meia. E ele pede desculpas, super fofo. E aumenta mais o buraco-negro-escuro-e-frio quando ele fala que gosta de você, que sonhou com você, quando pergunta preocupado se você não quer MESMO mais ficar com ele…

(obs: o único dia que eu chorei pelo Lucas foi esse… quando ele disse essas coisas fofas…)

E aí, como você vai falar não para um “Vamos ficar, mas não namorar. Ficar todo dia, se pá”?! Sendo que você sabe bem que não é amooor, que você só quer uma pessoa para falar “oi” com um beijo, para ficar no Afonso, para ficar com você na hora da saída… Você só quer poder gostar dele em paz… Abraçar ele… Ficar deitada no colo dele… Sem ter de ficar se martirizando quando ele sorri na sua mente…

Esse texto continua

“Dentro de você está a habilidade e o poder de fazer tudo que precisa para ser feliz. Permita que a alegria seja seu combustível em cada novo amanhecer.”

6 Respostas para “Teoria da carência adquirida”

  1. renata disse

    Oi adorei, é verdade o q diz, me identifiquei.

  2. RENATA disse

    PIOR KE É VERDADE MAS NAUM DEVEMOS C APEGAR COM AS PESSOAS MAS KUANDO APRENDEMOS ISSO JA É TARDE DEMAIS…….MAS NAUM P APRENDER………

    • Roberto disse

      Renata: Quem foi que te ensinou a escrever? Posso te dar um conselho? Quem não sabe transmitir seus pensamentos em uma linguagem escrita de forma correta não pode pretender alcançar algo na sociedade.
      Fica muito “engraçadinho” mas o língua portuguesa não pode desfigurar-se, por favor.
      Em uma prova do vestibular um candidato escreveu dessa forma e ganhou um zero sendo eliminado.

      • Monique disse

        Nossa…que indelicado, Roberto.

        Este texto está sim, na língua portuguesa…mas ela mesma já nao se transformou tanto ao longo do tempo? O objetivo da mensagem é que seja emitida e compreendida, e o texto mais admirável é aquele capaz de refletir a expressão mais sincera daquele que o escreveu…isso é arte.

        O que você sugere, apesar de ser compreensivel, é característico de uma pessoa que não aprendeu a usar plenamente todos os seus sentidos…os quais vejo muito bem desenvolvidos na Renata.

        Talvez você devesse ler mais…aprender a pensar e se expressar com mais profundidade…além dos limites da sociedade, para entender a mensagem de pessoas como nós.

        Fica a dica! bjs

  3. cesar disse

    nossa muito bom!! estou passando por isso

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