Quem vê cara não vê coração

10 10UTC Janeiro 10UTC 2007

Mais um texto do www.marta.preuss.nom.br, mais um dia sem inspiração, mais um dia cansativo, mais um texto de escola, esse mais antigo, do fim de 2005…

Não basta ser inteligente, tem de ser apresentável. Ou, ser apresentável basta. Essa é a realidade do “ser” e “parecer”. Com uma boa aparência, pessoas demonstram ter mais recursos, uma vez que se “embelezar” custa algum dinheiro.

Da mesma forma, para se provar que é uma boa pessoa, deve se parecer com uma. No Brasil, os cuidados estéticos são cada vez mais importantes que os intelectuais. Tais cuidados, por serem de difícil acesso monetário, aumentam ainda mais as diferenças sociais.

Não é difícil encontrar revistas e programas de televisão enaltecendo o belo. Talvez seja por isso que se abram menos livrarias e mais academias de ginástica: o povo, ignorante, segue os padrões que lhe são passados e o padrão atual é valorizar a beleza estética.

Os corpos belos e esculpidos são glorificados, enquanto os feios, são menosprezados. Cabe aqui uma história antiga, o Corcunda de Notre Dame, um homem feio porém de grande coração. Pessoas são julgadas – por vezes, erroneamente – quando só se conhece seu estereotipo. “Quem vê cara não vê coração”, como diz o ditado popular.

E no Brasil, como sempre, há os grandes contrastes sociais: ao mesmo tempo em que o país está em primeiro lugar no hanking mundial da cirurgia plástica, com os que se dão ao luxo de comer menos para não engordar, temos toda uma nação que se preocupa muito mais com a própria sobrevivência do que com o cuidado estético.

Finalmente, se continuarmos nos baseando somente no modelo físico das pessoas, a humanidade vai acabar por, de certa forma, “emburrecer”, ou melhor dizendo, os avanços científicos serão mais discretos, pois não se investe em educação, e, sim, em cuidar do próprio corpo.

Wishlist

9 09UTC Janeiro 09UTC 2007

Um post completamente capitalista e quase mesquinho. Fui educada (como toda a minha geração, umas antes e umas depois) a só ficar feliz depois de ter, depois de comprar. E eu seria mais feliz se eu tivesse:

Curso de férias da Metodista
Eeee, esse eu consegui! “Intensivo em Design Gráfico para Negócios e Propaganda”. Objetivos: “Transmitir os principais conceitos da criação e construção do design gráfico relacionado aos negócios e à propaganda; Elaborar um projeto de design gráfico corporativo ou profissional pessoal por meio dos softwares gráficos.”. Começa final de janeiro, não vejo a hora! (vou ficar sem dinheiro meses por causa disso…)

Use a cabeça, HTML com CSS e xHTML
Quando eu vi esse livro na Sciciliano, me apaixonei e quis na hora. Com uma linguagem bacana, direta e fácil de entender, explica como fazer sites direito. Ilustrado e tudo, com aqueles bonequinhos de livro de inglês sabe? Muito legal, ainda mais pra uma coisa dessas, que um livro de consulta é essencial.

Câmera Cybershot 6.0mpx DSC-S600
E tem de ser essa do link. Nem preciso falar nada, né? Há anos quero uma máquina fotográfica digital. Sou apaixonada por fotos. A analógica simples veio quando fiz 13 anos; depois a webcam; depois o palm, com 1.2 mpx ¬¬… Eu pre-ci-so ter essa câmera *_* e tem de ser essa! Tem de ser da Sony!

Anuidade do Fotolog.com
Porque eu adoro poder postar seeeis fotos por dia. Olha, o gold do fotolog faz falta… É só R$15 por mês ou R$30 por três meses, mas preciso colocar crédito no celular… (viu como a situação é deplorável?)

Teclado para palm
Porque eu quero abdicar dos meus cadernos, mas não dá pra fazer isso com o teclado da telinha do plam, é terrível digitar nela, eu ia perder muita informação… Como eu digito rápido no teclado, o único lado ruim dessa aquisição seria a reclamação dos meus colegas por causa do barulho! hehehe (apesar de que minha sala toda tem notebooks, então…)

Cartão hi-fi para palm
Porque faz MUITA falta ter internet no palm e se eu tivesse o teclado e a internet, não precisaria mais do notebook e veria meu gmail no centro de convivência da Metodista também xD (ou em qualquer lugar que tenha wireless). E eu poderia postar no fotolog também e todas essas coisas xD. É quase impossível ficar sem internet hoje em dia…

MP3 Player 1Gb
Não preciso nem falar nada, né? Eu gosto de ouvir música no ônibus e tirar foto, mas não dá pra fazer os dois ao mesmo tempo com o palm. Eu ganhei um cartão SD de 512mb pro palm que funciona em qualquer lugar, menos no meu palm ¬¬ e 128mb não dá pra nada. Além disso, preciso de um pendrive, que esse negócio de cd regravável é um inconveniente…

Se eu ficasse um ou dois meses sem pagar a faculdade, daria pra comprar tudo, mas tem coisas na vida da gente que merecem certa importância. Não vou deixar de pagar a facul, ainda mais com tanta briga que gera em casa u_u. Mas nem por isso vou deixar de “lutar pelo meu sustento material” (escutar evangélicos falando isso foi lindo). Procuro pelo google freelances, pego um ou outro, e aos pouquinhos, poupando e anotando os gastos, eu ainda chego lá ;)

(meu otimismo me assusta às vezes…)

Banhada a Engenheiros do Hawaii

8 08UTC Janeiro 08UTC 2007

“Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional”

É, Engenheiros tem feito parte da minha pós-adolescência, que tem sido muito mais conturbadora do que a adolescência. Vai ver que parece que agora as coisas têm um peso eterno, como quem diz “Bem… agora não é só fase, agora não vai passar, se eu quiser arrumar isso tem de ser agora”. E tem muita coisa pra arrumar em mim.

E Engenheiros tem me acompanhado, “dizendo não morra, não!, não fume”, como meu perfil do Orkut. Engenheiros me mostra como a vida é e como “eles” querem que a gente acredite que ela é.

“Se te disseram para não virar a mesa,
Se te disseram que o ataque é a pior defesa,
Se te imploraram para esperar a sobremesa,

Ouça o que eu digo:
Não ouça ninguém.”

Não sei; acho que Engenheiros me torna uma pessoa mais “atitude”, como diria o Pedrão.  Me faz brigar mais com meus pais, também, porque eles simplesmente não me vêem como ser pensante. Me faz lutar mais por mim, já que ninguém mais vai fazer isso.

Engenheiros me embala quando eu penso em terminar (“Se eu fosse sem dizer palavra/ Será que você escutaria / O silêncio lhe dizendo / Que a culpa não foi sua?”) e quando eu penso e se terminarem comigo (ou nos términos que ocorreram…) (“O apartamento / que era tão pequeno / não acaba mais…”).

E me fala mais, e me fala para mudar e para ser eu mesma, e para eu respeitar minhas idéias e pensar na vida, e que o governo me quer como uma ameba (“Eles querem te vender / Eles querem te comprar / Querem te matar – de rir / Querem te fazer chorar. / Quem são eles? / Quem eles pensam que são?”) em rimas engraçadas e fazendo um poético jogo de palavras, que impressiona e dá vontade de ouvir denovo.

Ouça. Música de qualidade é rara hoje em dia e, bem, Engenheiros não está tão passado assim ;)

Hoje eu estou total entediada e sem inspiração, então vai um texto meio antigo, do começo do ano passado, que eu fiz para a Faculdade. Você pode ler mais textos meus em www.marta.preruss.nom.br.

O homem sempre almejou fazer suas tarefas mais rapidamente: sem dúvida, as contas do passado eram longas e precisavam de muito tempo para serem processadas. Assim, as máquinas foram criadas: para agilizar as tarefas humanas mais “chatas” e sobrar mais tempo para tarefas de lazer.

Porém, tanto se evoluíram as máquinas de calcular – gerando outras máquinas – que chegamos em uma era onde se ganha cada vez mais tempo, mas mais tempo para trabalhar.

E o capitalismo colabora e ajuda essa metodologia “workaholic”, gerando máquinas cada vez mais potentes, que “geram tempo” e assim geram conhecimento, que geram máquinas… num ciclo vicioso sem fim.

Interessante é ver como todas essas tecnologias têm uma base tão forte no passado (os cartões perfurados equivalem aos zeros e uns do sistema binário; os transistores de silício substituíram as válvulas, e assim por diante), nos fazendo crer que as tecnologias futuristas, apesar de muito mais avançadas, terão o nosso presente como ponto de referência.

Assim, tal qual a História humana, a História da tecnologia, do computador e das máquinas, está apenas em seu início, e teremos muitas surpresas pela frente.

Namorar no The Sims

6 06UTC Janeiro 06UTC 2007

Algumas pessoas vieram procurar e resolvi revelaaar os mistéééérios (uhhhh). Apesar de fazer muito tempo que eu não jogo o 1, creio que funcione da mesma forma pras duas versões. No 2 é mais chatinho, eles sentem mais e qualquer coisinha estão brigando. Faça as coisas com calma, ok?

Seu Sim mora sozinho.

Sempre passa alguém na rua. Converse com todo mundo. Depois você vai poder ligar pra essa pessoa.

Ligue e peça para ela ir na sua casa. Converse, converse, nossa, jogue muita conversa fora.

Vá observando os pontos com essa pessoa. Na barra de ferramentas, embaixo, tem um lugar onde dá pra ver os pontos de relacionamento do seu Sim com outros Sims. Não é o “social”, não essa barrinha. É em outra categoria, do lado.

Quando esses pontos estiverem altos, você pode começar a fazer outras coisas: brincar, abraçar afetivo, lalala.

Esses pontos vão crescer mais. Daí geralmente eles se apaixonam. É só ir com jeitinho. Esperar um tempo antes de pedir em namoro.

Para pedir em namoro é só clicar no Sim que você deseja pedir e aparecerá essa opção caso vocês tenham uma intimidade (naqueles pontos).

Depois você pode pedir para o outro Sim mudar para sua casa, e então você vai poder controlá-lo também. (ao menos no The Sims 2). E pode até pedí-lo em casamento! E depois ter filhos… e assim vai.

Não sei se deu para entender muito bem, ainda mais assim, sem imagem. E faz um bom tempo que eu fiz isso… Experimente comunidades do orkut, eles sempre explicam mais por lá. E continuem procurando na net xD.